Segundo O ex-executivo da Odebrecht, José de Carvalho Filho, confirmou em delação premiada ao Ministério Público Federal que efetuou o pagamento de propina a Flávio Dino (PCdoB) na campanha eleitoral de 2010 para o governo do Maranhão.
José de Carvalho Filho confirmou ainda que entregou uma senha nas mãos de Flávio Dino, em local escolhido pelo comunista, e que o pagamento foi efetuado pela Odebrecht para a sua campanha ao Governo do Estado do Maranhão.
“Tenho convicção que a verdade e a Justiça vão prevalecer muito rapidamente e esse caso vai ser esclarecido, porque bem o Maranhão sabe, o Brasil sabe, que tenho uma vida limpa e honrada e ela continua assim” afirmou o Governador em entrevista ao G1-Maranhão.
"O justo propósito de investigar crimes muitas vezes atinge injustamente pessoas inocentes. É o meu caso. Tenho consciência absolutamente tranquila de jamais ter atendido qualquer interesse da Odebrecht nos cargos que exerci nos Três Poderes. Se um dia houver de fato investigação sobre meu nome, vão encontrar o de sempre: uma vida limpa e honrada. Tenho absoluta certeza de que a verdade vai prevalecer, separando-se o joio do trigo. Inevitável a indignação por ser citado de modo injusto sobre atos que jamais pratiquei. Mas infelizmente faz parte da atual conjuntura."
Nesse processo todo da lava jato, o que mais me chama a atenção é que ninguém fez nada fora da lei e que portanto se considera “inocente” a exemplo do governador Flávio Dino.
Tem em vista presunção de inocência garantido pela CF 88, no seu Art. 5, LVII diz: “ninguém será culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”; não nos resta outra alternativa a não ser aguardar a morosidade da justiça brasileira.
Enquanto isso, o povo continua sofrendo as consequências da corrupção que parece estar arraigada cada vez mais na política brasileira, sem emprego, saúde e educação de qualidade.
Vou torcer para que a população possa se conscientizar nas próximas eleições, e renove o cenário político atual, caso contrário, o povo também se tornará cumplicies da corrupção na política brasileira, demonstrando claramente que não há corruptos sem corruptores.