Em entrevista recente ao GP1(Ver aqui) prefeito explica como o tratamento precoce vem salvando vidas em São Pedro dos Crentes. Veja:
O prefeito de São Pedro dos Crentes (MA), Lahesio Bonfim (PSL), que é médico e especialista em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enfrenta a pandemia da covid-19 sem decretos impondo o fechamento de atividades econômicas e adotando tratamento precoce como modo de salvar vidas. A cidade maranhense tem 4.684 habitantes, segundo o IBGE, e possui apenas 306 casos e duas mortes em decorrência do coronavírus, de acordo com os dados do Governo do Estado.
Uso de medicações e profilaxia
Segundo o prefeito de São Pedro dos Crentes, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda o uso de Ivermectina a cada 15 dias como profilaxia (prevenção). Já para quem apresenta os sintomas da doença é indicado o uso da Azitromicina combinado com a Hidroxicloroquina ou com a Ivermectina. Os dados do Governo do Maranhão mostram que a cidade teve duas mortes pela covid-19 até o momento, mas conforme o gestor os dois óbitos ocorreram ainda no início da pandemia.
“A gente regulamentou aqui Ivermectina a cada 15 dias. É usado a Azitromicina durante os dias de sintomas e a Hidroxicloroquina também. Ninguém nesse país ouviu falar de alguém que morreu tomando esses remédios. A Cloroquina é uma medicação usada há muitos anos contra malária e nunca se observou morte por conta desse medicamento. No ambiente hospitalar, outras medicações também não têm comprovação, mas quando vai para UTI se usa medicações na terapia com corticoides e ninguém nunca falou mal disso e nunca mandamos um paciente pra UTI. Perdemos dois pacientes bem no começo da pandemia somente”, ressaltou.
Comércio aberto
Lahesio disse ainda que o comércio permanece aberto. “Nós não fechamos nada, respeitamos a população. Aqui estamos na cidade que mais faz orações, se os céticos não acreditam em medicamento, que acreditem em Jesus, pois aqui existe um milagre”, acrescentou.
Escolas e igrejas abertas
O prefeito destacou que não impôs nenhum decreto para conter a circulação de pessoas na cidade, mantendo assim comércio, igrejas e escolas abertas.
“Quando disseram que poderia fazer política nós abrimos as escolas, o Ministério Público nunca veio para cima de mim e o resultado foi muito bom, pois tivemos aulas de setembro até novembro, quando todo o país estava parado e não me arrependo porque contra fatos não existem argumentos. O povo foi para igreja, foi para o comércio e o mais importante quis seus filhos nas salas de aulas”, finalizou o prefeito.